Dificuldades para aplicar o planejamento estratégico na prática? Saiba que isso não é uma exclusividade sua. Atualmente, muitas organizações enfrentam empasses para tirar o planejamento estratégico do papel.
O planejamento estratégico é um elemento crucial para a organização, pois garante foco, clareza, vantagens competitivas e melhoria contínua. Esses elementos são a base para orientar o futuro de qualquer organização, definindo o caminho mais adequado para cada realidade.
Porém, o que se percebe na realidade é um grande abismo entre a teoria do planejamento e sua prática, durante a operacionalização da estratégia.
Dificuldades para colocar o planejamento estratégico em prática
Existem inúmeros fatores que impactam a operacionalização de um planejamento estratégico e eles podem afetar diretamente seu sucesso ou não. Conheça os principais:
– Comunicação e cultura organizacional
A comunicação é o elemento crítico, um dos principais responsáveis pelas dificuldades geradas não só para colocar a teoria em prática, mas também para garantir que a prática seja eficiente e os objetivos serão alcançados.
A equipe que irá executar a estratégia precisa entender o porquê das ações para se conectar aos objetivos da organização, caso contrário, não se sentirão engajados e a execução perderá o foco.
Uma cultura organizacional mais tradicional pode incentivar, mesmo que de forma indireta, a resistência à mudança, que também compromete o sucesso.
– Rigidez e dinâmica do mercado
Diante de um mercado dinâmico como o atual, os profissionais precisam estar preparados para se adaptar às constantes mudanças. E, para isso, o planejamento não pode ser rígido.
Normalmente, a teoria planeja com base em ambientes estáveis e cenários econômicos sólidos. Porém, a realidade não é mais essa e, com isso, planejamentos estáticos ficam obsoletos rapidamente.
É preciso ter margem para ajustes, tornando mais fácil a adaptação e diminuindo o gap entre planejamento e operação.
– Sobrecarga operacional
O cotidiano é muito mais agitado do que o planejamento idealizado pode prever. Mesmo com uma gestão de riscos proativa, problemas podem surgir e são essas urgências que acabam tomando mais tempo, escanteando o planejamento estratégico.
E isso não é proposital, só parece ser a alternativa mais eficaz para o momento, muito semelhante a reflexão proposta no artigo “BPM e Improviso: os riscos de ignorar a padronização de processos”.
A rotina consome tanto tempo e energia que o planejamento acaba sendo encarado como mera teoria ou ter o peso de mais uma coisa a ser feita, capaz de consumir ainda mais tempo e comprometer os resultados a curto prazo.
Mas não se iluda, deixar essa pauta de lado pode funcionar por um tempo. Porém, cobrará um preço alto ao longo dos anos, principalmente quando os resultados e o crescimento da empresa estiverem estagnados.
Contornando os desafios
Para contornarmos esses desafios que acabam gerando um abismo entre a teoria e a prática é preciso entender que o planejamento é uma ferramenta de gestão valiosíssima. Portanto, precisa ser tratado e elaborado como tal, considerando as limitações e capacidades reais da empresa.
O objetivo do planejamento é orientar o crescimento da empresa e não a elaboração de um documento por cumprimento de protocolo, isso é perda de tempo, pois precisa ser útil, não só bonito.
No momento de planejar, apoie-se em ferramentas que contribuam para maior eficácia e assertividade, como a Análise SWOT, que possibilita um diagnóstico preciso do negócio.
A metodologia BSC também traz seus benefícios para garantir mais alinhamento. Ela considera quatro perspectivas fixas para obter uma visão equilibrada do todo, considerando objetivos estratégicos e sua relação de causa e efeito.
A jornada do cliente é outra ferramenta que facilita o entendimento do público e suas necessidades, garantindo que os objetivos estejam alinhados às demandas dos clientes atuais e futuros.
Já na parte prática, a integração entre teoria e execução pode ser facilitada através de mudanças da cultura organizacional, alinhamentos constantes entre as equipes envolvidas e acompanhamento regular. Todas são práticas que tendem a facilitar o processo.
Nesta fase, a criação de OKRs pode contribuir de maneira significativa, pois orienta a criação de metas com base em fatores como objetivos, resultados-chave e iniciativas. Tornando concreto o acompanhamento e aproximando da realidade de todos.
Outra opção é a criação de Objetivos SMART, facilitando a definição de metas inteligentes, mensuráveis, atingíveis e relevantes, ideais para a evolução do planejamento a curto prazo e em áreas específicas.
Por fim, destacamos que, para evitar que seu planejamento estratégico seja esquecido, torne-o parte da rotina de todos, considere-o em todas as reuniões e abordagens estratégicas, faça análises críticas para entender os reais motivos de não estar dando certo e dedique-se diariamente.
Operacionalize seu planejamento com o Interact Governance
Apesar das dicas citadas acima, o assunto ainda ficou um tanto vago, não é mesmo? E isso acontece da mesma forma que no planejamento, pois fica muito focado na teoria. Ao trazermos para a prática do dia a dia, percebemos que é preciso contar com um software para que o planejamento estratégico realmente se torne vivo e saia do papel.
E é exatamente isso que o Interact Governance faz, operacionaliza o planejamento estratégico, integrando as áreas estratégicas e operacionais, além de contribuir para executar com maestria uma gestão de excelência.
Suas funcionalidades permitem a integração com todas as áreas envolvidas, permitindo ainda visualizações integradas de resultados corporativos através do mapa estratégico, objetivos estratégicos e indicadores-chave de desempenho.
O Interact Governance garante o monitoramento de todas as perspectivas da empresa, com melhor performance, resultados consistentes e assegurando o cumprimento de objetivos estratégicos e a com a certeza de que o negócio seja bem-sucedido.
Para facilitar a visualização completa da situação atual do planejamento estratégico, por exemplo, utilizamos a funcionalidade Quadro de Governança. O quadro é composto por cartões que apoiam a gestão na tomada de decisões, além de possibilitar alternar entre as visualizações de âmbito estratégico e estrutural.
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